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Dependência Química

Maior pesquisa sobre crack já feita no mundo mostra o perfil do consumo no Brasil:

http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/maior-pesquisa-sobre-crack-j%C3%A1-feita-no-mundo-mostra-o-perfil-do-consumo-no-brasil

Estatísticas sobre consumo de drogas:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2012-09-05/brasil-e-o-maior-mercado-consumidor-de-crack-do-mundo-aponta-estudo.html

Dependências:

http://psiqweb.med.br/site/?area=NO/ListaNoticiaBusca&pagina=1&idCategoriaNoticia=14

Dependência Química

http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=223

Dependência Química e outras doenças mentais

http://psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=326

Reabilitação Cognitiva Ajuda a Tratar Dependentes Químicos

http://agencia.fapesp.br/17566

Exercícios fazem bem na Dependência Química:

Sempre ouvimos dizer que exercício físico “faz bem”. Na maioria das vezes trata-se de uma recomendação popular, muito mais popularmente sabida do que cientificamente comprovada. A primeira questão é saber o que, exatamente, significa esse “faz bem”? Bem para que e como?

Em psiquiatria, também é voz corrente que os exercícios “fazem bem”, mas poderíamos acrescentar à lista de benefícios popularmente estabelecidos, e com os mesmos critérios intuitivos, também o guaraná em pó, brócolis, clorofila, etc...

Mas os exercícios físicos têm um efeito fascinante na população geral. Em 2003 foi realizada uma pesquisa com estudantes universitários do campus da UNESP de Bauru, através de um website de saúde. Entre os hábitos de vida considerados mais prejudiciais foram citados, em ordem decrescente a má alimentação, uso de bebidas alcoólicas, sedentarismo, dormir mal e fumar. Por outro lado, como hábitos saudáveis, a prática regular de exercícios físicos aparece em primeiro lugar, considerado por 42% dos estudantes.

Apesar da expressiva quantidade das pessoas pesquisadas que acha os exercícios o hábito mais salutar de vida, 40% delas pratica exercícios menos de 3 vezes por semana, quase 40% mais de três vezes por semana e 20% nunca pratica nada.

De fato, a prática de exercícios faz bem, no entanto, para não ficarmos apenas no popularmente sabido, vamos ver mais academicamente os efeitos dos exercícios físicos na saúde emocional. Já foi visto na página Ansiedade e Esportes, algo sobre a influência da ansiedade na performance dos esportes ou esportistas.

Agora, vejamos a influência dos esportes e exercícios em geral (atividade neuro-muscular) sobre as alterações psico-emocionais e vice-versa, ou seja, as alterações sobre o sistema neuro-muscular causadas pelas emoções. Tecnicamente o mais correto é falar em aspectos psicobiológicos dos exercícios físicos. O termo psicobiológico diz respeito aos aspectos emocionais e orgânicos.

Foi a partir da década de 70 que se verificam os primeiros trabalhos científicos relacionando o exercício aeróbio e as suas repercussões sobre o humor e sobre a ansiedade.

Dependência Química, Alcoolismo e Exercícios:

Existem vários estudos sobre dependência e uso de drogas no Brasil e uma dessas pesquisas foi realizada pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), entidade ligada à Escola Paulista de Medicina.

Segundo a pesquisa do Cebrid, a maconha é consumida por quase 7% da população e a cocaína é usada por cerca de 2% dos brasileiros. Contudo, ao lado dessas substâncias, existe o gravíssimo problema das drogas legalizadas, ou seja, do álcool, tabaco, ansiolíticos e anfetaminas ou inibidores do apetite.

O álcool, por exemplo, de acordo com o Cebrid, em pesquisa de 2004, é consumido por quase 70% dos brasileiros entre 12 e 65 anos de idade. Teoricamente, o uso e abuso dessas substâncias podem levar à dependência química.

Um outro levantamento sobre o uso de drogas psicotrópicas, realizado em 2001 pela Universidade Federal de São Paulo (1º. Levantamento Domiciliar Sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas) mostrou que, no caso do cigarro, de 25% a 35% dos adultos dependem da nicotina. A prevalência da dependência de álcool no Brasil é de 17,1% entre os homens e de 5,7% entre as mulheres, segundo esse estudo.

Quase 20% dos entrevistados já haviam experimentado alguma droga que não álcool ou tabaco e, entre elas, destacaram-se a maconha, com 6,9% de prevalência, 5,8% para os solventes e 2,3% para a cocaína. Nos últimos 10 anos, houve uma mudança no consumo da cocaína, diminuiu o número de usuários da cocaína injetável e aumentou a quantidade de usuários do crack, que é uma forma mais agressiva ao sistema nervoso central da cocaína. Além disso, o crack gera uma dependência grave, mais rapidamente e de difícil tratamento.

O tratamento médico da dependência química é complicado, normalmente multidisciplinar e individualizado caso-a-caso. Por se tratar de uma doença crônica, os resultados do tratamento são semelhantes aos de outras doenças crônicas, como por exemplo, a asma, hipertensão, diabetes e outras.

Além da conduta médica, outras devem ser adotadas, como a prática de exercícios físicos, por exemplo. Mesmo sem um embasamento cientificamente estruturado, o condicionamento físico do dependente químico e do alcoolista sempre objetivou a eliminação das toxinas, a busca de um melhor relacionamento social, o estímulo para o lazer através da caminhadas e jogos, o resgate da auto-estima e a melhoria das condições músculo-esqueléticas e cardio circulatórias.

De modo geral, após o tratamento da dependência, as recaídas são freqüentes. Nos primeiros seis meses 50% voltam ao vício e nos primeiro ano 90%.

Mas, essas altas taxas de recaída da dependência não invalidam as iniciativas de tratamento e um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento é a motivação e a conscientização da natureza patológica da dependência.

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